



“Falando em” Bom Iver – Woods, Kanye West concordaria comigo (curiosidade I: Conta-se que West fez com que Justin Vernon viesse de avião para o seu estúdio em Oahu, após aparentemente mostrar interesse em samplear uma das músicas de Bon Iver.). E nós concordamos com Kanye West. Até a Taylor Swift vai concordar com ele depois que ouvir o My Beautiful Dark Twisted Fantasy.
- 5º disco;
- Maximalista;
- Eriçado;
- Corolário;
- Incessantemente rodeada por adjetivos carregados e entusiastas;
- "melhor álbum de sua carreira", "álbum do ano" Rolling Stones (EUA) e Pitchfork;
- 5 capas (por George Condo e sua natureza bizarra) e 1 veto moralista;
- Inovação por mini-clipe: “Power” - 1 minuto e 34 segundos;
- Inovação por mega-clipe: “Runaway” – 34 minutos e 33 segundos;
- 500.000 mil cópias vendidas na primeira semana;
- Muita gente com medo de escutar o disco;
- Muita gente com medo de elogiar o disco;
- Pode ser mesmo injusto, quando pensamos de forma mais sedimentada o que o disco possa vir a definir, mesmo tamanho conjunto de acontecimentos à contra-relógio. Mas essa lógica sempre foi assim. E parece que não se termina de ouvir o disco com uma impressão menor que “é o melhor disco que eu poderia ter escutado nesse instante na minha vida”, isso faz parte;
- Pode não ser a obra Wagneriana, entretanto, dá continuidade a uma carreira completamente conseqüente;
- Seguro afirmar que é o mais inspirado projeto até agora;
- Não devemos pensar Mr. West apenas como Rapper, mas também como ícone fashion, amigo do Justin Biber, apaixonado pelo Michael Jackson, inspirado pelo The Killers, suicida (quando compara Chris Martin com Paul McCartney) e principalmente, músico;
- De grande fôlego, de alma épica (com alguns traços de megalomania, resolvidos pela boa produção), ultrapassa as barreiras do Hip Hop e do Pop, transitando da Música Africana ao Rock Progressivo;
- Composto por uma penca de convidados especiais: Bon Iver, Fergie, Chris Rock, Elton John, Raekwon, Jay Z, Charlie Wilson, RZA mais a proeminência da música atual: Kid Cudi, Cyhi Da Prynce, Rick Ross, Nicki Minaj, Rihanna, Dwele, Alicia Keys, The Dream, Tony Williams, Elly Jackson, La Roux, Ryan Leslie, Pusha T., John Legend, Swizz Beatz;
- Os samplers passam de Mike Oldfield, Manu Dibango, Aphex Twin, Turtles a “21st Century Schizoid Man” da grande King Crimson, até clássicos do soul, como “Will You Love Me Tommorow?”, interpretado por Smokey Robinson. Outros mais raros como “It´s Your Thing” do Cold Grits, “Expo 83” da The Backyard Heavies, a “Afromerica” de Continent Number 6 e por último, o pilar Gil Scott-Heron em “Comment#1”, falando a poesia na forma como ficou conhecido, fora as percussões que aparecem desde a música “Lost in this World” até “Who Will Survive in America”;
- “Se Deus tivesse um iPod, eu estaria na playlist dEle” (pois é, nosso Dropout Bear é um cara marrento, arrogante. Se acha mesmo. Recentemente, trocou parte da arcada dentária inferior por uma estrutura de diamante e é por isso que ele também é um evento ambulante);
- A verborragia tradicional das músicas de Hip Hop aqui é o corpo, logo, no corpo, pode-se vestir o que bem se entender, por isso, procurem acreditar que as maiores inspirações do disco foram Maya Angelou, Gil-Scott Heron e Nina Simone (Curiosidade II: Se ausentaram, não confirmaram ou tiveram as faixas gravadas dispensadas da tracklist: T.I., Drake, Common, Eminem, Lil' Wayne, M.I.A., Seal, Mos Def e Santigold. Vamos esperar os singles);
Da nossa geração, provavelmente um dos artistas em maior potencial a fazer dos seus adjetivos de gênio, realidade. E eu realmente torço para que isso aconteça.
Esse disco tem potencial para mudar a história, afinal, pra começar, mudou sinceramente a minha. Resta saber quais mais eventos esse disco historicamente trará.