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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010



Em 2006, Caetano adicionou mais um trabalho à sua grande discografia. Aqui, ele abre mão do “tradicional” e faz um disco de rock. Acompanhado pelo power trio formado por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria), Caetano cria algo muito “líndo”. A obra começa com a indie Outro e termina com um rap. Sim, um rap e de muito bom gosto.

Ao longo do disco os timbres de guitarra quase não variam, mas isso não torna o disco chato. Muito pelo contrário, as guitarras de Pedro Sá são quase sempre viscerais e sempre boas de ouvir. As letras e a voz de Caetano dispensam comentários. Ricardo Dias é capaz de fazer linhas extremamente interessantes e conduz a banda perfeitamente com Marcelo Callado.

Acho um discaço. Mais que recomendado.

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“FINALAISE”

- É Caetano mostrando que pode fazer o que bem quer. E com muita qualidade.

- No documentário Coração Vagabundo*, Caetano comenta sentir uma tristeza profunda ao sobrevoar Los Angeles de avião e que iria fazer disso uma música. Caetano cumpriu e “Minhas Lágrimas” aparece no Cê.

*Que talvez nem tivesse assistido se não fossem meus queridos amigos Ian e Bruna.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

John Mayer toca Kid A

Falando ainda em Kid A, segue uma versão acústica da música gravada por John Mayer, presente no compacto Bigger Than My Body.


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Kid A




Radiohead carregava grande responsabilidade ao entrar em estúdio para gravar o álbum seguinte ao tão aclamado OK Computer. Thom Yorke e sua turma, na minha humilde opinião, não poderiam ter feito algo mais fantástico. Muito criticado pela quase ausência de guitarras (com certeza Bjork não pensa o mesmo), o disco nos mergulha numa viagem em timbres inusuais e efeitos texturais e completamente malucos que nos fazem perguntar: Que porra é essa?

Essa obra-prima começa com a fantástica Everything in Its Right Place e seu bumbo hipnotizante. Aliás, se existe uma banda que sabe escolher a música de abertura de seu trabalho, esta é Radiohead. De início você já entende que Kid A é um show de produção musical - viva Nigel Godrich, “o sexto integrante” - pela profundidade e clareza dos timbres. Segue então para a música que dá nome ao disco, a minha preferida em toda discografia do grupo que tem verdadeiras pérolas musicais. A terceira, The National Anthem, começa com um riff de baixo “nervoso” que conduz a música do início ao fim e conta ainda com um conjunto de metais muito bem utilizados. How to Disappear Completely tem sua base tocada em violão e a presença de um instrumento muito interessante chamado Ondes Martenot. Em Optimistic e In Limbo pela primeira vez se percebe a presença de guitarras com mais clareza. Chegamos em Idioteque, um dos pontos altos do disco. A primeira vez que ouvi o trabalho, o CD quase furou de tantas vezes que repeti essa música. O “sample” que leva a música é simplesmente viciante, a melodia de voz é maravilhosa e as nuances tornam a música um prato cheio para quem já entrou no clima do disco. Morning Bell, que também consta no disco seguinte Amnesiac, “inicia o fim” do disco de forma extremamente intessante e traz em seguida a lindíssima Motion Picture Soundtrack como saideira.

As letras são aquelas que te fazem pensar e tomam um significado próprio de quem ouve.

Kid A está mais que sugerido. Enjoy it!

Finalaise:

- Se você quer realmente curtir uma excelente experiência musical, ouvir Kid A em um fone de ouvido vai com certeza atingir as expectativas.
- É um disco essencial pra que curte música.

Sinestesia está no ar



Companheiros e companheiras,

É com imenso prazer que digo aqui e agora, que o Blog Sinestesia está no ar. Estamos aqui pra falar um pouco sobre música, principalmente no que diz respeito à música "alternativa". Sem frescura! E esperamos que este seja um espaço aberto a todos.

Seja bem-vindo.