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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tudo bem in the rain





obs1: aqui, não há a mínima possibilidade de descrever o que paul fez no show, apenas a repercussão dele.
obs2: sei que não vou dizer nenhuma novidade referente ao besouro, no entanto, o que me leva a escrever é, com certeza, o que também levou milhares de pessoas, por qualquer motivo que seja, ao show, e simplesmente continua me movendo, por esse qualquer motivo, para estar aqui.
obs3: tomara que com tudo isso, aqui haja espaço praquele momento indescritível pós-show.

se você pensa que esse relato é de alguém que chegou a tocar em paul mccartney, não é.
ou que seja jogou um White Album em pleno palco e o recebeu de volta autografado, não, não é.
também não é a história de um pano qualquer que um dia virou ursinho-de-pelúcia,
e que depois de ser arremessado ao léu, não apenas foi juntado, mas levantado sobre as mãos daquele cujo o morumbi todo focava sua atenção.

longe de ser um roteiro pessoal, ainda sim é um roteiro que sofreu emoções dramáticas e já pesavam não quando conheci beatles, mas desde o dia que beatles é beatles.
(pense comigo, se fosse um roteiro pessoal, vocês não iriam me entender. no entanto, está claro minha falta de habilidade em falar de certas coisas, não?)

no caso, tá mais pra mais um dos milhões de brasileiros que esqueçaram que beatlemania, queira ou não, ainda existe (ingressos pra todos os 3 shows esgotados em menos de 24 horas)
e que conseguiram um mísero-revolucionário ingresso por meios de mera sorte.
(o velho caso do amigo, do amigo, do amigo, que comprou 2 ingressos por medo da compra não ser registrada, ficando com 1 ingresso sobrando, e que sabe-se lá porquê, essa informação chegou a mim)

bendita sorte! única e exclusivamente ela! (há de ser ela. outra tentativa de explicação seria alguma coisa como cretina, fajuta ou safada)
se você quiser dar qualquer outro nome que achar que valha à pena traduzir para representar a situação dessas tantas pessoas e também das outras que
estavam com o ingresso na mão e foram pro evento como se fossem o motivo maior de suas existências, pois sabiam e queriam que fosse, fique à vontade.
afinal, ver ali era vi-ver. era vim-ver. e vi-mos - agora podemos dizer que vimos. e realmente só quem vê pode dizer que viu (nada mais óbvio e certo).

sorrindo de graça; esperando o tanto que fosse; ansiando compulsivamente;
pegando chuva; errando a entrada do portão (consecutivamente); trocando ingressos com casais prejudicados pela entrega errada dos mesmos;
(ainda que em condições melhores, nessa hora o show já havia começado), engolindo o choro, sendo histérico a-lá anos 60,
dando super-hiper-mega-mortais flipes carpados de costa durante as músicas; enfrentando policiais; sendo agredido por bombeiros;
sendo seriamente ameaçado de não entrar porque a porra do ingresso, com a chuva,
dividiu sua parte pontilhada; perdendo pertences em correrias; não se movimento no show pra não perder nenhum momento; se movimento no show pra aproveitar todos os momentos;
enfim... e tudo isso, bem no fundo de a gente, nós queríamos e esperávamos.

já pensou sair de um show do paulinho sem a sua história pra contar?
logo, vocês podem entender claramente se eu disser que o show é histórico. e é. de qualquer forma seria histórico, pois de tantas formas é.

tentando ser bem sensato, arriscando o "Às" guardado na minha manga, ir presse show deve ser justamente criar essa loucura
colossal entre uma percepção e outra, a nível de você achar que até agora, eu não falei absolutamente nada do show
e eu falar que você é quem não tem a mínima noção das coisas. entretanto, saiba que definitivamente estou te elogiando se fizer isso, não duvide. (e eu estou).
no final das contas, ainda haverá muito o que se dizer.

não é preciso ir longe pra imaginar que qualquer história contraditada
seria uma ofensa tão pura quanto a certeza de que temos direito à vida.
nem mesmos àqueles que não viveram o que nós vivemos estão isentos disso,
já que até esses Paul atingiu.

quando é pra fazer parte de, provavelmente (provavelmente nada, é, e ponto final)
a maior banda de todos os tempos, ele se coloca no Guinness;
quando é pra revolucionar, ele vai lá e muda a história da música (cantem comigo: "We're Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band...");
quando é pra ele mostrar que realmente vive de música porque a música vive nele,
ele vem ao brasil novamente mostrar que é real até hoje, que faz música, que ama fazer música, que sabe fazer música, e continua fazendo.

com a certeza de que "hey jude!", como apenas um pequeno exemplo, é certamente um dos "laralala" feitos pelo público
mais emocionantes dos "laralala"s já feitos pelo público.

obs final: se for preciso pra que o paul requebre, ele requebra, e com aquela postura de alguém que parece já ter visto o mundo todo
e sabe muito bem como causar os suspiros tão aguardados e quase que naturalmente instintivos só de falar em pensar no seu nome.



a gente podia ir pro show e achar que o paul tá velho e entediante,
e se fechássemos os olhos e imaginássemos uma criança de 10 anos, não iríamos ver nenhuma diferença;

a gente podia continuar achando que o paul já deu o que tinha que dar,
e esquecer que mais do que ter feito história, ele continua nela;

a gente podia ir pro show e não entender o porquê de não estarmos entendendo o que estava acontecendo,
e nem será preciso;

a gente podia marcar a nossa vida só com as alegrias presentes do show de tão antigas,
e assim, como eu disse, não era preciso entender, já que a nossa emoção em ler qualquer coisa sobre Ele continuará provando isso.



um tchau a-lá paul-bailarino fazendo um big-coração.

ah, eu sinceramente tenho sérias dúvidas sobre as minhas questões de fanatismo, no entanto, pra continuar desfrutando das lembranças do show, só mais hoje eu vou continuar na dúvida.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Roky Erickson with Okkervil River - True Love Cast Out All Evil

Conheci o Okkervil River há muito, muito tempo atrás, por causa de uma música que até hoje acho umas das mais legais que já ouvi: For Real, do álbum Black Sheep Boy - que trazia um clima triste, doído...



Por puro acaso, agora, deparo-me com um disco novo lançado pela banda: True Love Cast Out All Evil, em parceria com Roky Erickson (ou seria o contrário?). Acontece que me impressionou a diferença de clima entre esse disco e aquele que ouvi anos antes. Agora o negócio é folk!

Levado pela curiosidade, ouvi algumas coisas de outros álbuns do Okkervil e percebi que a banda é versátil. Preciso dizer que gosto muito disso em uma banda. Cada disco é um momento, com uma perspectiva diferente das coisas.

Goodbye Sweet Dreams é uma das que mais gosto, mas o disco todo é macio de se ouvir e quando acaba dá vontade de ouvir de novo.



Eu gostei. Caso você tenha curtido a amostra, ouça-o inteiro!

Enjoy it!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Heartland



Por causa de uma conversa com amigo em meio a um jogo sensacional chamado "na testa" (aquele que aparece no filme Bastardos Inglórios), resolvi ouvir de novo o álbum Heartland de Owen Pallet.

Dessa vez me pareceu mais agradável ouvir o disco inteiro, que começa bem interessante com Midnight Directives. O estacato de Keep the Dog Quiet também me agradou muito, parecendo levar a uma espécie de hipnose. Mount Alpine me trouxe à memória um quadro daqueles que se jogam baldes de tinta e se vê no que dá.

De Red Sun no 5 em diante, posso dizer que existem boas músicas, como "What do You Think Will Happen Now?", "The Great Elsewhere", "Tryst with Mephistopheles".

Enfim, recomendo.

(Abraço Érick!)

sábado, 17 de abril de 2010

Steve Swallow



Folheando uma de minhas revistas velhas de baixo, deparei com uma matéria que nunca tinha dado atenção: "O elétrico no mundo dos acústicos". Conheci então o tal Steve Swallow.
Após ler a matéria, a primeira coisa que me veio foi uma vontade imensa de ouvir o cara. Fiquei impressionado com o seu jeito de improvisar. O cara é simplesmente fantástico.
E é dessa experiência musical que lanço minha sugestão: um trabalho ao vivo de Swallow juntamente com Gary Burton, Pat Metheny e Antonio Sanchez.



Segue abaixo Falling Grace, a terceira faixa do disco.

domingo, 4 de abril de 2010

Fanfarlo


Uma das melhores bandas que eu ouvi nesses últimos tempos, Fanfarlo foi formada em Londres pelo vocalista sueco Simon Balthazar e conta com mais cinco integrantes. Seu álbum de estréia foi lançado em 2009 e se chama Reservoir.
Segue um vídeo ao vivo de I'm a pilot, música que abre o disco e uma das que eu mais gosto. Vale a pena.

terça-feira, 23 de março de 2010

O mundo é um moinho

Lé estava eu no Skype com o Ian conversando sobre nosso papo de todo dia: música. E nessa conversa, falamos sobre aquelas músicas que parecem descer em cabeças iluminadas. Às vezes de um artista ou outro que a gente até acha brega, mas que se “aquela pérola” fosse única canção lançada pelo dito cujo faria dele um gênio.

Esse bem não é exatamente o caso, já que é apenas uma pérola dentre outras de Angenor de Oliveira, vulgo Cartola. É meio brega também dizer assim, mas é desse tipo que toca a alma.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010



Em 2006, Caetano adicionou mais um trabalho à sua grande discografia. Aqui, ele abre mão do “tradicional” e faz um disco de rock. Acompanhado pelo power trio formado por Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria), Caetano cria algo muito “líndo”. A obra começa com a indie Outro e termina com um rap. Sim, um rap e de muito bom gosto.

Ao longo do disco os timbres de guitarra quase não variam, mas isso não torna o disco chato. Muito pelo contrário, as guitarras de Pedro Sá são quase sempre viscerais e sempre boas de ouvir. As letras e a voz de Caetano dispensam comentários. Ricardo Dias é capaz de fazer linhas extremamente interessantes e conduz a banda perfeitamente com Marcelo Callado.

Acho um discaço. Mais que recomendado.

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“FINALAISE”

- É Caetano mostrando que pode fazer o que bem quer. E com muita qualidade.

- No documentário Coração Vagabundo*, Caetano comenta sentir uma tristeza profunda ao sobrevoar Los Angeles de avião e que iria fazer disso uma música. Caetano cumpriu e “Minhas Lágrimas” aparece no Cê.

*Que talvez nem tivesse assistido se não fossem meus queridos amigos Ian e Bruna.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

John Mayer toca Kid A

Falando ainda em Kid A, segue uma versão acústica da música gravada por John Mayer, presente no compacto Bigger Than My Body.


sábado, 13 de fevereiro de 2010

Kid A




Radiohead carregava grande responsabilidade ao entrar em estúdio para gravar o álbum seguinte ao tão aclamado OK Computer. Thom Yorke e sua turma, na minha humilde opinião, não poderiam ter feito algo mais fantástico. Muito criticado pela quase ausência de guitarras (com certeza Bjork não pensa o mesmo), o disco nos mergulha numa viagem em timbres inusuais e efeitos texturais e completamente malucos que nos fazem perguntar: Que porra é essa?

Essa obra-prima começa com a fantástica Everything in Its Right Place e seu bumbo hipnotizante. Aliás, se existe uma banda que sabe escolher a música de abertura de seu trabalho, esta é Radiohead. De início você já entende que Kid A é um show de produção musical - viva Nigel Godrich, “o sexto integrante” - pela profundidade e clareza dos timbres. Segue então para a música que dá nome ao disco, a minha preferida em toda discografia do grupo que tem verdadeiras pérolas musicais. A terceira, The National Anthem, começa com um riff de baixo “nervoso” que conduz a música do início ao fim e conta ainda com um conjunto de metais muito bem utilizados. How to Disappear Completely tem sua base tocada em violão e a presença de um instrumento muito interessante chamado Ondes Martenot. Em Optimistic e In Limbo pela primeira vez se percebe a presença de guitarras com mais clareza. Chegamos em Idioteque, um dos pontos altos do disco. A primeira vez que ouvi o trabalho, o CD quase furou de tantas vezes que repeti essa música. O “sample” que leva a música é simplesmente viciante, a melodia de voz é maravilhosa e as nuances tornam a música um prato cheio para quem já entrou no clima do disco. Morning Bell, que também consta no disco seguinte Amnesiac, “inicia o fim” do disco de forma extremamente intessante e traz em seguida a lindíssima Motion Picture Soundtrack como saideira.

As letras são aquelas que te fazem pensar e tomam um significado próprio de quem ouve.

Kid A está mais que sugerido. Enjoy it!

Finalaise:

- Se você quer realmente curtir uma excelente experiência musical, ouvir Kid A em um fone de ouvido vai com certeza atingir as expectativas.
- É um disco essencial pra que curte música.

Sinestesia está no ar



Companheiros e companheiras,

É com imenso prazer que digo aqui e agora, que o Blog Sinestesia está no ar. Estamos aqui pra falar um pouco sobre música, principalmente no que diz respeito à música "alternativa". Sem frescura! E esperamos que este seja um espaço aberto a todos.

Seja bem-vindo.